quarta-feira, 8 de abril de 2009

Os Açores “dificilmente terão capacidade para distribuir energia que armazenem” disse o da Director-Geral da Investigação da União Europeia

Lisboa, Portugal 04/04/2009 18:26 (LUSA)


“Em declarações à Agencia Lusa à margem dos trabalhos da 2ª Conferência Transatlântica sobre Energias Renováveis, José Manuel Silva-Rodríguez argumentou que “persistem actualmente problemas com a distribuição de outros produtos”.
Para o Director-Geral da Investigação da União Europeia podem “fazer coisas importantes no armazenamento de energia para consumo próprio e nas áreas da investigação e aplicação das energias eólica, geotérmica e das ondas do mar”.
Para isso, acrescentou, “será importante a determinação das autoridades regionais e da acção da universidade e organismos de investigação do arquipélago”.
José Manuel Silva-Rodríguez, que interveio numa mesa-redonda sobre “Alianças Internacionais para a Promoção dos Sistemas Sustentáveis de Energia”, realçou que o Programa Quadro da UE para as energias “é o mais internacional de todos”.
A UE, continuou, “tem acordos com 35 países no mundo” e pretende alargar a cooperação aos países emergentes como o Brasil, Argentina e México, porque entende que “o problema é tão global que só pode ser resolvido com mecanismos globais”.
Chamou a atenção do “mundo empresarial [privado]” a quem acusou de “não estar à altura do esforço de investimento tecnológico do sector público”.
É preciso, preconizou José Manuel Silva-Rodríguez, “efectuar uma revolução tecnológica e aumentar o esforço de investimento na sociedade do conhecimento”.
Defendeu “um incremento de todos os recursos e uma estratégia conjunta acompanhada dos respectivos mecanismos” que actuem “para uma união dos 10 mais importantes centros que investigam as mudanças climáticas, que melhore a conexão entre universidades e fomente iniciativas industriais nas áreas eólica, solar, fissão nuclear e transporte energético”.
Por seu turno Marc Pacheco, Senador Estadual do Massachusetts, realçou o facto de “as empresas de energia estarem a falhar mais do que as outras” defendendo “uma inversão da situação”.
Segundo disse “os negócios da energia que foram estudados determinam novas políticas para que as empresas de energia limpa possam desenvolver-se”.
Para o senador norte-americano “as políticas ambientais têm de fazer parte da legislação”.
Acredita que “com [Barak] Obama a situação vai mudar” porque o discurso que o presidente norte-americano fez “directamente ao departamento de energia indica que vão haver mudanças”.
Por isso pensa que “os EUA vão cooperar com o mundo para promover iniciativas comuns” criando-se programas para “ajudar a utilizar a energia com mais eficiência, nomeadamente as renováveis”.
A 2ª. Conferência Transatlântica sobre Energias Renováveis, promovida pela Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, debateu a “Elevada Penetração de Energias Renováveis: uma contribuição para o Desenvolvimento Regional Sustentável”; “Projecto Green Islands – Uma Estratégia e um Plano de Acção para os Açores” e “Alianças Internacionais para a Promoção dos Sistemas Sustentáveis de Energia”.”
JAS
Lusa/fim

4 comentários:

eco disse...

Boa tarde,

Uma notícia destas merecia ser comentada já que o título é um grande disparate. talvez seja uma situação real no século XXIII.

Cristina Carvalhinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristina Carvalhinho disse...

Cristina Carvalhinho disse...
Pois, Eco, também concordo que é um disparate se não se investir nas pessoas(recursos humanos) e na investigação!
Tanto quanto sei, os problemas de desenvolvimento, podem resolver-se investindo nos recursos intectuais de que dispomos e no que a natureza nos oferece. Também eu não concordo com estas declarações de topo, que se fazem circunstancialmente e sem conhecimento de fundo de todos os recursos locais... É a política Europeia!..

eco disse...

Infelizmente os nossos governantes estão muito ligados ao "saber" de uma empresa, a EDA, que está interessada apenas em produzir cada vez mais.
Aos Açores faz falta a aposta na maior e mais barata fonte de energia renovável que é a eficiência energética.
Por que não se faz mais nesta área?