terça-feira, 29 de setembro de 2009

Resultados das eleições nos Açores.

Os resultados das eleições legislativas assinalam uma significativa subida da CDU nos Açores. Para Aníbal Pires, “a CDU cresce e continua a afirmar-se como uma força indispensável na sociedade portuguesa”.

Nos Açores, a CDU conseguiu 2.072 votos (2,18%), mais do que os 1.556 votos (1,7%) conseguidos em 2005. A abstenção voltou a subir: votaram 43,94% dos eleitores (em 2005 foram 48,12%).

Já a nível nacional, a CDU conseguiu 446.172 votos (7,88%), mais do que os 432.009 votos (7,56%) conseguidos em 2005. Só votaram 60,54% dos eleitores (em 2005 foram 65,03%).

http://www.legislativas2009.mj.pt/

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Manifesto Verde para as Eleições Legislativas 2009

8 razões para votar verde no dia 27 de Setembro

Com provas dadas e com um rico património construído ao longo dos mais de 27 anos de existência, “Os Verdes” apresentam-se como um projecto alternativo de sociedade por oposição ao assalto neoliberal, capitalista e militarista do mundo de hoje, caracterizado por uma acentuação das desigualdades sociais, pela precarização do emprego, pela degradação do ambiente, pela devastação dos recursos naturais, pelo ataque aos serviços públicos, pelas constantes restrições aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, pelo desperdício energético, pelas alterações climáticas e pela Guerra.

Quatro anos e meio de Governo PS acentuaram a venda a retalho do país, a degradação das condições económicas e sociais, a degradação das áreas protegidas e da conservação da natureza. Esta maioria absoluta neoliberal do PS, ao contrário das suas promessas eleitorais, fomentou o aumento do desemprego, a degradação do sistema nacional de saúde e a perda de direitos, a degradação da escola pública e o aumento do abandono escolar. Consumou uma desresponsabilização sem precedentes do papel do Estado, favorecendo despreocupada e descaradamente o sector privado deixando-se cair num desnorteamento político e sem soluções visíveis.

É urgente uma política diferente, que defenda o interesse nacional, focando-se no desenvolvimento do país e na solução para os problemas que afectam os portugueses.

As eleições legislativas de 27 de Setembro são uma oportunidade para a mudança, para reforçar “Os Verdes” e a CDU.

“Os Verdes” apresentam 8 compromissos estratégicos urgentes para uma verdadeira transformação e para a construção de uma sociedade mais verde, com base num eco-desenvolvimento de longo prazo.

Continuaremos a empenhar-nos, tal como temos feito até agora, na implementação destas políticas, a ser porta-vozes das populações, dos rios e das montanhas, dos nossos recursos endógenos. Só assim se conseguirá dar resposta aos nossos problemas e encontrar um novo caminho para o País, com mais justiça social e melhor qualidade de vida para os Portugueses.

1. Com “Os Verdes” contra o desemprego e por emprego com direitos

Actualmente o desemprego afecta mais de 650 mil portugueses.

Os sucessivos governos fizeram acentuar as desigualdades sociais, a pobreza e a exclusão social.

O novo Código do Trabalho, na versão do PS, constituiu um verdadeiro retrocesso nos direitos dos trabalhadores e aumentou a precariedade, a exploração, o trabalho ilegal e sem direitos.

A obsessão pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, invocando a redução do défice, não se adequa às necessidades do nosso país e traduz-se em substanciais cortes orçamentais, diminuindo o investimento público, pondo em risco sectores fundamentais da nossa frágil economia e destruindo milhares de postos de trabalho.

- “Os Verdes” defendem um aumento dos salários, das pensões e reformas para fazer face aos elevados custos de vida.
- Prioridade ao combate ao desemprego.
- Criação de condições para a fixação das populações no interior do país e o seu desenvolvimento.
- Por uma lei laboral que proteja os direitos dos trabalhadores e que combata a precariedade.

2. Com “Os Verdes” pela gestão pública da água

A água tem de ser encarada como um Direito e não como uma mercadoria!

É um bem fundamental à vida e ao desenvolvimento, tendo o Estado a responsabilidade de gerir a água visando o desenvolvimento sustentável, nunca podendo pôr em causa o bem-estar das populações nem o equilíbrio ambiental.

- “Os Verdes” opõem-se firmemente às políticas de mercantilização da água. Este bem insubstituível tem de continuar nas mãos do sector público.
- Pela exploração e gestão pública da água.
- Por serviços de qualidade e a preços socialmente justos.
- Pela promoção da poupança da água.
- Pelo reaproveitamento das águas residuais tratadas.
- Pelo combate à poluição dos recursos hídricos.

3. Com “Os Verdes” pela defesa de Serviços públicos e de qualidade

Nos últimos anos temos assistido a constantes ataques, através de políticas de liberalização e privatização, a serviços públicos fundamentais para o progresso económico, social e ambiental do país.

O Estado tem de assumir e reforçar o seu papel na defesa do sector público, sob pena de o entregar a multinacionais que apenas têm fins lucrativos.

Foi o que sucedeu na saúde com as políticas dos sucessivos governos a fragilizarem o Serviço Nacional de Saúde (SNS) devido a uma gestão economicista, com a gestão privada de dezenas de hospitais, com o aumento dos custos de saúde.

Foi o que sucedeu na educação, com o desinvestimento na rede escolar pública, com a crescente elitização do ensino, com o aumento dos custos de ensino.

Foi o que sucedeu na segurança social com a introdução de uma privatização parcial.

Foi o que sucedeu na justiça com o insuficiente investimento e a falta de meios.

- “Os Verdes” defendem o fim do processo de privatizações e o cancelamento dos processos em curso, a par da responsabilidade do Estado na prestação desses serviços.
- Defendemos o desenvolvimento de uma política que promova e reforce o sector público nacional e os serviços públicos: saúde, educação, transportes, água, energia, segurança social, justiça, telecomunicações, garantido qualidade, eficiência e o seu acesso universal.

4. Com “Os Verdes” por uma política energética sustentável

Actualmente, Portugal tem uma dependência externa de energia de cerca de 85%. Esta dependência pode ser reduzida através do aumento da produção nacional a partir de energias renováveis e sustentáveis.

A política energética não pode estar subjugada aos interesses das empresas, que apenas visam o lucro com prejuízo para o ambiente. Foi sob esta lógica que o Governo PS apresentou a construção de mais barragens.

- “Os Verdes” defendem a eficiência e poupança energética.
- Defendemos a aposta e o investimento em energias renováveis e sustentáveis.
- Defendemos a diminuição da dependência energética externa.
- Opomo-nos à construção de uma central nuclear no nosso país e de cemitérios nucleares nas nossas fronteiras ou junto a estas.
- Defendemos a gestão pública das empresas do sector energético.

5. Com “Os Verdes” pela defesa de uma mobilidade sustentável

O sector dos transportes é essencial e estratégico para a economia e desenvolvimento do país e deve assentar numa gestão pública.

Temos assistido a outsourcings que entregam empresas de transportes ou parte delas ao sector privado, o que tem provocado uma verdadeira desarticulação entre os vários operadores de transporte, fomentando a utilização massiva do automóvel em detrimento da utilização do transporte público, o que leva a uma agressão ambiental cada vez mais intensa, causada pela emissão de gases com efeito de estufa.

- “Os Verdes” defendem a gestão pública dos transportes colectivos, com preços socialmente justos.
- Defendemos uma reestruturação do sector visando uma progressiva utilização de transportes públicos.
- Defendemos a complementaridade e a intermodalidade dos transportes públicos.
- Defendemos o apoio à ferrovia convencional.
- Defendemos a criação de mais ciclovias e a promoção de formas de mobilidade suave.

6. Com “Os Verdes” pela defesa da paz, das liberdades e dos direitos fundamentais
Os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, que representam importantes conquistas civilizacionais, têm vindo a ser postos em causa, através de verdadeiros retrocessos e limitações . Exemplo claro disso foi a tentativa de imposição aos portugueses do Tratado de Lisboa, que o PS ao contrário do que havia prometido, não permitiu que os Portugueses sobre o assunto se pronunciassem.

Os cidadãos com deficiência ou com mobilidade reduzida continuam a ver os seus direitos negados. Continua a haver situações de discriminação na nossa sociedade por questões de género, cor, orientação sexual ou religião.

Nos últimos anos testemunhámos grandes perigos para a paz invocando, hipocritamente, o combate ao terrorismo e a defesa da democracia para legitimar ilegalidades e crimes contra a humanidade.

- “Os Verdes” defendem uma sociedade de igualdade, solidariedade, estabilidade e paz.
- Defendemos o reforço da democracia, da protecção dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

7. Com “Os Verdes” na defesa do produzir local, consumir local

Portugal importa, hoje, mais de 75% do que consome.

Os sectores produtivos estão fragilizados devido a políticas que não visam um efectivo apoio e investimento, mas antes apoiam economias mais fortes.

Esta situação debilita a economia nacional, acentua a nossa dependência e põe em causa a nossa soberania alimentar, arruína as micro, pequenas e médias empresas, destrói postos de trabalho, e não permite o escoamento dos nossos produtos, além de agravar o despovoamento e aumentar as emissões de CO2, devido ao transporte de mercadorias.

- “Os Verdes” defendem a promoção e o incentivo à produção e ao consumo local.
- Defendemos um maior apoio à agricultura e às pescas.
- Defendemos uma reforma da Política Agrícola Comum e da Politica Comum de Pescas que tenha em conta as especificidades nacionais.
- Opomo-nos ao cultivo de Organismos Geneticamente Modificados e a utilização de transgénicos na alimentação animal ou humana.
- Defendemos a criação de condições de apoio ao sector cooperativo.

8. Com “Os Verdes” pela protecção do ambiente e a conservação da natureza

É responsabilidade inalienável do Estado assegurar uma política de protecção e de valorização ambiental, mas os governos têm encarado o ambiente sob uma perspectiva económica, visando lucros à custa do futuro do planeta, e não como um direito tal como consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Têm sido apresentadas medidas avulsas, inconsistentes e pouco eficazes na preservação do ambiente e dos recursos naturais, o que traz graves consequências para a qualidade de vida e os ecossistemas.

- “Os Verdes” defendem uma verdadeira e coerente política de ambiente, com reais investimentos na protecção do ambiente e na conservação da biodiversidade.
- Defendemos políticas de desenvolvimento e de ordenamento do território que permitam a utilização sustentável dos recursos naturais, em harmonia com a actividade humana e o respeito pelas Reservas Agrícola e Ecológica Nacionais.
- Defendemos a implementação de medidas para o combate às alterações climáticas.
- Defendemos o desenvolvimento da floresta nacional, assegurando um ordenamento com base na diversificação das espécies, na protecção dos ecossistemas e em medidas efectivas de prevenção e combate aos fogos florestais.




A voz de “Os Verdes” tem-se feito ouvir na Assembleia da República onde defendemos políticas orientadas para a melhoria das condições de vida de todos os portugueses, salvaguardando o ambiente, valorizando a produção nacional e defendendo um sector público eficiente, de qualidade e acessível a todos.

“Os Verdes” têm denunciado e combatido constantemente os problemas e as ofensivas que afectam os portugueses e a degradação do ambiente e da qualidade de vida.

“Os Verdes” têm estado ao lado das populações a defender um desenvolvimento sustentável e a apresentar propostas que garantam mais justiça social.

Tem sido este o nosso trabalho e o nosso compromisso é assim continuar!

No dia 27 de Setembro
Vota Verde, Vota CDU

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ESTAREMOS EM PERIGO NOS AÇORES?

É certo e sabido que o arrefecimento global é algo que afecta todo o mundo, senão não seria global... Os Açores pela sua localização geográfica estão muito vulneráveis a qualquer alteração no sistema de correntes do Atlântico, por exemplo. A seca que se tem vindo a sentir já ocorreu noutras alturas, mas poderão ser mais frequentes no futuro e com efeitos ainda mais devastadores. Há que repensar o tipo de exploração que impomos aos nossos solos e a forma como consumimos bens essenciais como a água.

Proponho a leitura da seguinte notícia, publicada no diário on-line PUBLICO, dia 4 de Setembro de 2009.


Gases com efeito de estufa suspendem ciclo natural de arrefecimento do Árctico

04.09.2009
Helena Geraldes

Os gases com efeito de estufa trocaram as voltas ao Árctico e empurraram as suas temperaturas para os níveis mais altos dos últimos dois mil anos, suspendendo um ciclo natural de arrefecimento que deveria ter durado mais quatro mil, segundo um estudo internacional publicado hoje na revista “Science”.

A equipa de cientistas, financiada pela National Science Foundation, estudou as temperaturas sentidas nos últimos dois mil anos daquela região. Até agora apenas existiam dados relativos aos últimos 400 anos. Para isso analisou os sedimentos acumulados em cerca de 20 lagos, os anéis das árvores e os gelos. Estas informações eram tão detalhadas que foi possível reconstruir as temperaturas passadas década por década. Os resultados poderão acicatar o debate entre cépticos e não cépticos das alterações climáticas.

A poluição libertada pela acção humana pôs um fim ao ciclo de arrefecimento que começou há oito mil anos, quando o eixo de rotação da Terra sofreu uma oscilação que a distanciou do Sol. O Árctico passou, então, a receber menos energia solar durante o Verão. As temperaturas do Árctico durante esse período desceram a uma média de 0,2 graus Célsius por século.

Apesar de a distância Sol-Terra se ter mantido durante o século XX, as temperaturas começaram a subir em 1900. Cinquenta anos depois, o Árctico era 0,7 graus Célsius mais quente. Até que a década de 1999 a 2008 registou as mais altas temperaturas dos últimos dois mil anos. Hoje, as temperaturas são 1,2 graus Célsius mais elevadas do que em 1900.

Aos olhos de Darrell Kaufman, da Universidade do Arizona e coordenador do estudo, esta incongruência demonstra que os humanos estão a alterar o clima. “Se não fosse pelo aumento dos gases com efeito de estufa, as temperaturas de Verão no Árctico deveriam ter baixado, gradualmente, ao longo do século XX”, acrescentou Bette Otto-Bliesner, cientista do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica, dos Estados Unidos, que participou no estudo.

“A quantidade de energia que recebemos do Sol no século XX continuou a diminuir. Mas a temperatura registou o maior aumento dos últimos dois mil anos”, independentemente das alterações naturais da órbita da Terra, salientou ainda Nicholas P. McKay, da Universidade do Arizona (Tucson) e membro da equipa.

O que já se sabia era que nas últimas décadas, o Árctico aqueceu duas a três vezes mais do que o resto do planeta. Tudo porque a região polar amplifica as alterações climáticas. Quando há menos superfície de neve e gelo para reflectir a energia solar de volta ao espaço, o solo escuro e o oceano que ficam a descoberto absorvem mais energia e aquecem mais.

“Porque sabemos que os fenómenos responsáveis pela ampliação (das alterações climáticas) no Árctico continuam a operar, podemos antever que a tendência se vai manter no próximo século”, estimou Gifford Miller, da Universidade do Colorado e membro da equipa.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Touradas: uma máfia de trazer por casa?

Uma organização mafiosa pode ser facilmente reconhecida por uma série de características: um profundo desrespeito pelas leis, negócios escuros envolvendo grandes quantidades de dinheiro, sistemática evasão fiscal, utilização da violência para os seus fins, fortes ligações ao poder político, gosto pelo sangue…

Felizmente nada disto acontece nos Açores… ou será que pode acontecer?

- Recentemente foram realizadas várias touradas à corda na ilha de São Miguel, organizadas pelas câmaras municipais da Ribeira Grande e da Lagoa. Segundo a lei, não podem ser feitas touradas nos lugares em que não há tradição continuada nos últimos 50 anos. Esta tradição nunca existiu na ilha de São Miguel.

- As touradas à corda são uma indústria que dá muito dinheiro (há quem diga que é a maior indústria da Terceira). Mas é um negócio escuro, de carácter informal e difícil de quantificar. “Há espectáculos baratíssimos e há espectáculos que podem ascender a milhares de euros”, refere Duarte Pires, presidente da Associação Regional de Criadores de Touros de Touradas à Corda. Parece que uma tourada à corda pode custar entre 750 e 3.500 euros (mais licenças). Na Terceira decorrem cerca de 300 touradas anualmente, pelo que podemos calcular que as touradas à corda rendem, pelo menos, entre 225.000 e 1.050.000 euros anuais.

- Recentemente a GNR levantou cerca de uma dezena de autos aos proprietários de touros de aluguer para touradas à corda. Os autos foram devidos a infracção tributária por não passarem facturas, cumprindo os termos do código do IVA. Segundo Duarte Pires, “esta exigência é uma novidade surpreendente pelo facto de ser uma actividade com quase cinco séculos na ilha e nunca ninguém tinha levantado o problema”. Pois sim, de facto, é surpreendente que há cinco séculos não existisse o IVA. Mas não há problema: “os custos vão, quase de certeza, inflacionar o preço do aluguer dos touros, que vão ser debitados às comissões de festas”.


- Na tourada à corda realizada no Porto dos Carneiros, na Lagoa, no dia 18 de Julho, um grupo de manifestantes protestou contra a realização da tourada. Estas pessoas, é preciso dizê-lo, mostraram uma grande coragem ao pôr-se a frente dos animais, muitos deles já bêbedos. Os manifestantes foram alvo de agressões verbais e tentativa de agressões físicas. O presidente da câmara justificou a agressão porque “as pessoas têm o direito a indignarem-se”.

- As touradas na ilha de São Miguel foram organizadas pelas câmaras da Lagoa e da Ribeira Grande, e apoiadas sempre pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas e pelo Director Regional do Desenvolvimento Agrário. Os indivíduos que retiraram à força os cartazes aos manifestantes no Porto dos Carneiros eram, segundo informações, funcionários da câmara vestidos à paisana.

- No mês de Maio foi votada na Assembleia Regional uma proposta para legalizar as corridas de touros picadas. A proposta foi rejeitada por pouco: 26 dos 57 deputados votaram a favor. A tortura pública e sanguinária de animais foi considerada por estes 26 deputados como necessária e proveitosa.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Atropelar priôlos como forma de fazer desporto.

É já quase uma tradição que está a impor-se na ilha de São Miguel. Trata-se da priolada, uma forma de fazer desporto com grande número de seguidores e apoiantes, entre os que se contam, em destacado lugar, os governos regionais e municipais da ilha.

Este emocionante desporto consiste em passar de carro, a toda velocidade, pela única área em que vive o priôlo (Pyrrhula murina), ave endémica da ilha de São Miguel e que se encontra entre as espécies mais ameaçadas do planeta. O objectivo dos concorrentes não é claro. Supostamente é fazer o percurso o mais rapidamente possível. Mas tudo indica que, na realidade, o objectivo é expulsar durante uns dias os priôlos do seu habitat da Serra da Tronqueira e talvez impedir a sua reprodução. É possível que atropelar um priôlo chegue a dar mais pontos na classificação geral, mas ninguém sabe ao certo.


Neste magnífico desporto existem no menos duas competições anuais. Uma é o SATA Rallye Açores (que este ano decorreu nos dias 7-9 de Maio) e a outra é o Rallye da Ribeira Grande (que decorreu nos dias 11-12 de Julho). Os dois rallyes, como não podia ser de outra forma, têm sempre um percurso que passa pela Serra da Tronqueira e pelo Planalto dos Graminhais, sempre à procura dos tão ameaçados priôlos. “O rally passa, a paisagem fica” é a frase publicitária, certamente curiosa, utilizada pela Associação de Municípios da Ilha de São Miguel. Pois ficar, fica, mas não se sabe em que estado…

A passagem destes rallyes pela Serra da Tronqueira tem evidentemente impacto sobre a reduzida população de priôlos, especialmente durante a época de reprodução. Esta ocorre de meados de Junho ao fim de Agosto, com a aparição dos primeiros juvenis em meados de Julho. Estas datas coincidem, portanto, com a realização duma das provas.

Não há dúvidas de que o priôlo e o seu habitat constituem um património natural açoriano de valor mundial. No entanto, parece que este valor não tem a mínima importância quando se trata de definir os percursos dos rallyes. Para os organizadores e os governantes da ilha ter um rallye ainda mais espectacular é muito mais importante que proteger uma espécie ameaçada. Segundo eles, os priôlos até devem gostar de assistir a este tipo de espectáculos automobilísticos. Pelo menos, os estrangeiros parecem apreciar esta espécie, que constitui uma atracção turística e recebe importantes fundos internacionais para a sua conservação.

Quando será que os açorianos o os seus governantes vão também importar-se com ela? E até quando assistiremos a esta atitude vergonhosa?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Requiem pela Lagoa das Furnas.

Visitar a lagoa das Furnas, na ilha de São Miguel, deixou de poder ser considerado como turismo de natureza. Na actualidade, deve ser considerado apenas como uma espécie de turismo funerário. À crescente podridão das águas, malcheirosas durante o verão, em toda a sua variada gama de tons amarelo-esverdeados, soma-se a crescente e inexorável artificialização do seu ambiente.

A última coisa que um turista espera encontrar nas até agora belas e nostálgicas margens da lagoa é a presença dum grande estaleiro da construção civil. Mas ele lá está. Também não espera encontrar uma grua a ser utilizada na construção dum prédio. Mas ela lá está. Nem um tipo esquisito de bunker, nem novas condutas eléctricas, nem novas canalizações… Mas todas elas também lá estão!


Como poderá interpretar-se a presença de toda esta frenética actividade construtora? Pois bem, na realidade parece tratar-se da construção do novo “Centro de Interpretação da Lagoa das Furnas”, um empreendimento cientifico-turístico de… bastante difícil interpretação! O conjunto das obras parece que vai incluir vários edifícios com áreas habitáveis, dispondo de todos os requisitos de conforto para estadias frequentes e demoradas; vários edifícios de apoio com instalações sanitárias, arrecadações ou áreas técnicas; dois pequenos edifícios de suporte para equipamentos especiais, áreas de trabalho com gabinetes, salas de reuniões, um pequeno auditório e uma cafetaria; e ainda inclui infra-estruturas hidráulicas, eléctricas, telecomunicações, pavimentação de arruamentos e intervenção paisagística… Sim, tudo isto!

Talvez para –supostamente– interpretar, monitorizar ou investigar a lagoa e o seu ambiente natural seja bom ter alguma proximidade com eles. Mas era talvez necessário colocar-se acima deles? É aceitável a construção de tanto edifício e tanta infra-estrutura na lagoa para depois falar –supostamente– sobre a preservação da lagoa e do seu ambiente natural? E tudo isto num lugar tão afastado da estrada, por onde lógicamente chegam todos os turistas? E num lugar até agora medianamente preservado?

Parece existir a promessa de que toda esta megalómana construção vai ficar muito bem integrada na paisagem. Mas, na verdade, não é isto o que se vê agora. E muito mais integrada estaria se não estivesse num lugar tão pouco adequado. Qual será então o resultado final de tudo isto? Será que realmente vai ficar integrada com a paisagem, aquela coisa que, entretanto, ficou por baixo das fundações? Ou será que vai ficar integrada num novo desenvolvimento urbanístico e turístico daquela zona?

Mas também se fala de construir uma via empedrada, e talvez iluminada, à volta de toda a lagoa. Afinal, toda esta nova e agressiva artificialização é necessária para quê? O objectivo é potenciar o turismo de natureza ou potenciar um absurdo turismo urbano? Se se quer potenciar o turismo de natureza, era melhor conservar, num estado intacto ou pouco alterado, os valores naturais da lagoa, evitando sempre a sua artificialização. Era melhor investir em planos mais eficazes para evitar a crescente eutrofização das águas, impedir novas construções junto a lagoa, integrar na paisagem as já existentes (algumas com cores berrantes), fazer um trilho pedonal junto a estrada no lado nascente, sinalizar bem os trilhos já existentes, regular o acesso dos carros às margens da lagoa, proibir a circulação de motas amantes do ruído e da erosão, retirar as aves exóticas (domésticas) introduzidas, acondicionar melhor as áreas de recreio…

Actualmente, ao visitar a lagoa das Furnas, a inevitável sensação que se tem é que se está a construir uma espécie de túmulo artificial ao redor dumas águas já mortas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ministro do Ambiente ou Ministro Contra o Ambiente?

“O ambiente não pode – não deve – parar o país”.
Francisco Nunes Correia
Ministro do Ambiente

Bravo, senhor ministro! Toda a gente concorda plenamente consigo. E ainda mais, também concorda com as ideias dos seus colegas dos outros ministérios. Sim, toda a gente também acha que os doentes não podem – não devem – parar o sistema nacional de saúde, que os trabalhadores não podem – não devem – parar a economia, que os alunos não podem – não devem – parar o sistema de ensino, que os agricultores não podem – não devem – parar a agricultura, que os injustiçados não podem – não devem – parar o sistema de justiça… Enfim, toda a gente acha que as pessoas, que os portugueses, não podem – não devem – parar Portugal.

Infelizmente, governantes ineptos e ignorantes conseguem pará-lo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Diversão à bruta, lá na aldeia.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande, em São Miguel, vai organizar pela primeira vez uma “Tourada à Corda de S. Pedro”, integrada dentro das festas do concelho de 2009.

Confrontamo-nos com duas hipóteses: ou a brutalidade e a tacanhez são uma doença contagiosa, ou existem escuros interesses a promovê-las (ou então, é claro, as duas hipóteses ao mesmo tempo).

- Caso se trate de uma doença contagiosa, é muito preocupante. Há poucas semanas, no dia 25 de Maio, realizou-se, pela segunda vez, uma tourada à corda nas instalações da Associação Agrícola de São Miguel, na Ribeira Grande. E agora é a própria Câmara Municipal a cair nesta mesma doença. O vírus, portanto, parece expandir-se a uma velocidade alarmante!

- Caso se trate de interesses económicos, devíamos perguntar-nos por que é que os organizadores de touradas da Terceira estão tão empenhados no apoio desta tourada. Ou por que razão tentaram legalizar a “sorte de varas”, felizmente sem sucesso.

Seja por doença ou por dinheiro, a Câmara Municipal da Ribeira Grande vai oferecer uma imagem lamentável e degradante da cidade e dos seus munícipes. É triste que, quando se trata de arranjar uma diversão para o povo, se pense numa actividade que consiste, nem mais nem menos, em maltratar animais. É essa a ideia do povo que tem a Câmara Municipal? São esses os valores culturais que quer potenciar? E ainda por cima, o que se faz é importar uma diversão aberrante ainda praticada noutra ilha.

É pena que uma tradição, essa sim autêntica e cultural, como são as Cavalhadas de São Pedro seja agora ensombrada pelo degradante espectáculo duma tourada. O símbolo das festas do concelho –o cavalo nobre, ricamente enfeitado– será agora substituído por um outro símbolo: o touro enraivecido, acossado e maltratado. De certeza que a grande maioria dos munícipes vai sentir-se orgulhosa de ver esta mudança nas suas festas, viradas agora para a agressão e desrespeito pelos animais. Isto é, vão sentir-se orgulhosos de ter uma boa festa à bruta!

Se se quer encher o programa das festas com novos eventos, basta um pouco de imaginação, bom gosto e… civilização. Neste sentido, a recente criação da Feira Quinhentista foi uma iniciativa brilhante e digna de louvor. Mas, sabe-se lá por quê, a Câmara Municipal resolveu agora recuar ainda mais no tempo e recriar uma época muito anterior: o Paleolítico. E como já não há mamutes para matar, tocou aos touros a sorte grande de ser as novas vítimas da crueldade humana.

Caro turista, visite as festas da Ribeira Grande e admire a brutalidade e a tacanhez das suas gentes. Participe connosco nos maus tratos aos animais e divirta-se à bruta. É esta a mensagem da Câmara Municipal, e dos seus amigos terceirenses, para estas festas.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca





Quarta-feira, dia 17 de Junho, comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca. Este dia deve ser dedicado a uma séria reflexão sobre o futuro do nosso planeta.
As principais causas da desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água, especialmente em actividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planejada e no desmatamento indiscriminado.
Os Açores apesar de serem um paraíso verde, não estão a salvo do risco de desertificação e da seca, sobretudo em ilhas como Santa Maria.
Santa Maria está, por exemplo, a atravessar uma seca importante, como não se via há anos! A água vai faltar nas torneiras e prova disso é já a má qualidade da água nalgumas zonas e a urgência com que a edilidade pôs em marcha um plano de captação de água em novos furos. As pastagens estão secas e não há alimento suficiente para os animais, prova disso foi a venda apressada de gado vivo, antes que este perdesse valor comercial, devido ao emagrecimento.
Santa Maria é uma ilha que merece destaque neste dia, porque corre riscos, riscos graves, de se desertificar, de se mortificar. Temos é de agir, não só hoje mas sempre: contra o uso intensivo dos solos, contra o desmatamento e desflorestação, contra a construção de campos de golfe, contra um turismo mal sustentado!

Antes que seja tarde, mudemos de atitude, pelo nosso planeta!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Os Açores no programa Biosfera.

O programa Biosfera, da RTP, emitido o dia 10 de Junho foi dedicado à biodiversidade e à riqueza natural dos Açores.

O programa pode ser visto no sítio da RTP (http://www.rtp.pt). Aceder através de: TV > TV on line > Programas de Informação > Biosfera > 2009.06.10

O milho transgénico.

Pode ver-se um documentário interessante, em espanhol, sobre milho transgénico em:

http://vimeo.com/5017506

As plantações de milho transgénico em Espanha produzem contaminação genética nas plantações vizinhas. As colheitas de milho da agricultura convencional (ou química) ficam contaminadas pelos transgénicos, obrigando os agricultores a vender o seu milho como “milho transgénico”. A mesma coisa acontece com os agricultores que apostam na agricultura biológica, o modelo de agricultura sustentável. Estes últimos perdem todo o investimento realizado. E ainda perdem a possibilidade de manter, sem contaminação, as sementes das variedades tradicionais, património histórico da agricultura.

As culturas transgénicas são uma ameaça para o ambiente, para a saúde humana e, ainda por cima, para a própria agricultura!

Que bom é ser… rico!

Se por uma caprichosa vontade quisessemos alguma vez ganhar dinheiro teríamos, pelo menos, duas opções:

1- Uma seria comprar 105.378 acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), sociedade que detinha o Banco Português de Negócios (BPN). Foi o que fez em 2001 o actual Presidente da República, que comprou este número exacto de acções e as vendeu dois anos depois ganhando 147.500 euros. Ganhou assim 73.750 euros por ano por estar sentado tranquilamente na sua casinha, sem fazer nada.

2- Outra seria trabalhar duramente 40 horas por semana cobrando o salário mínimo. Considerando que o salário mínimo (que atinge 225.000 portugueses) é de 450 euros por mês, ganharíamos com sorte 6.300 euros num ano. Seriam necessários mais de 11 anos de duro trabalho para ganhar os mesmos 73.750 euros.

A conclusão é evidente. O que a economia portuguesa precisa é de pessoas ricas que fiquem sentadas na sua casa. Não precisa de pessoas que trabalhem duramente e que, ainda por cima, demoram mais de 11 anos em produzir o mesmo que as primeiras num só ano. As primeiras, essas sim que produzem riqueza!

sábado, 30 de maio de 2009

Classificação da ilha das Flores como Reserva da Biosfera.

A ilha das Flores foi incluida na Rede Mundial de Reservas da Biosfera, da UNESCO, tal como anteriormente as ilhas do Corvo e da Graciosa.


***
Ponta Delgada, 26 Maio (Lusa) - A classificação da ilha das Flores, nos Açores, como reserva da biosfera é uma “certificação da qualidade ambiental” daquela ilha, afirmou hoje à Lusa o director regional do Ambiente, Frederico Cardigos.

“Este galardão certifica a qualidade ambiental das Flores e consagra a boa relação dos seus habitantes com o mundo natural”, frisou Frederico Cardigos.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) classificou hoje as Flores como reserva da biosfera, numa decisão do Conselho Coordenador Internacional, que está reunido em Jeju, na Coreia do Sul.

A classificação das Flores foi justificada pelo facto desta ilha açoriana ser a zona que se encontra à superfície de um monte marinho criado por actividade vulcânica que começou há cerca de 10 milhões de anos.

A reserva da biosfera das Flores inclui toda a ilha, que a UNESCO considera ter aspectos paisagísticos, geológicos, ambientais e culturais relevantes, além das áreas marinhas adjacentes.

Na perspectiva do director regional de Ambiente dos Açores, esta distinção “vai permitir o desenvolvimento de actividades amigas do ambiente, que passam a ter um valor acrescido”, mas alertou que “compete às entidades públicas e privadas descobrir como utilizar esta nova ferramenta”.

Frederico Cardigos alertou ainda que a distinção da UNESCO não fará o executivo açoriano esquecer os problemas ambientais que ainda existem na ilha das Flores, nomeadamente ao nível das lixeiras e das pedreiras.

No total, existem a partir de hoje 533 reservas da biosfera em todo o mundo, localizadas em 107 países.

Em Setembro de 2007, a UNESCO tinha classificado as ilhas do Corvo e da Graciosa como reservas da biosfera.

FR
Lusa/fim

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tourada à corda em São Miguel.

No dia 25 de Maio realizou-se, pela segunda vez, uma tourada à corda em São Miguel, nas instalações da Associação Agrícola. Podemos imaginar de que forma a realização desta tourada foi decidida pelos organizadores, no decurso de uma solene reunião:

– Caros colegas, se alguém tem uma ideia para o Dia do Agricultor deste ano gostava que a dissesse agora.
– Podemos talvez organizar um grande concerto de música pimba, como outras vezes.
– Nem pensar nisso. O meu filho, que está a estudar no continente, até gostaria disso. Mas eu já tenho demasiada idade para essas coisas.
– Então, e organizar um recital de poesia?
– O Joãozinho, tu estás a gozar aqui com a gente, não é? Nós somos homens da lavoura, homens a sério. Não podemos andar por ai a recitar poesias, como esses tipos moles. Isso é intelectual a mais para nós.
– Mas talvez possamos fazer um grande baile, com uma orquestra.
– Olha, eu não nasci para dançar. Ainda tropeçava e caía acima de toda a gente.
– Pois então… E se fazemos uma tourada à corda, como na Terceira?
– Claro! Muito bem! Isso é que é boa ideia!
– Amarrar um animal no meio da gente para depois o fustigar, isto sim que revela a sensibilidade da gente da lavoura, aquilo que nos vai na alma.
– E é o que toda a gente espera de nós. Há umas tradições a cumprir. O que pensariam de nós se não nos comportassemos como uns brutamontes?

Foi talvez assim que este ano, no seio da Sociedade Agrícola, se defendeu orgulhosamente a imagem tradicional do homem da lavoura, pois maltratar animais é, sem dúvida, a melhor forma de garantir a imagem do homem rude do campo.

Mas, já agora, gostavamos sugerir outros espectáculos alternativos para os próximos anos: apedrejar publicamente o idiota da aldeia, queimar vivo um cão de fila, ver quem aguenta mais tempo em pé depois de beber mais pipas de cerveja… Tudo actividades bem brutas e geradoras de grande convívio.

Fica claro que os dirigentes da Sociedade Agrícola não têm nenhum respeito pelos animais, mas era bom que pelo menos começassem a ter algum respeito por si mesmos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ana Paula Simões no Faial e no Pico

Horta, 26 Mai (Lusa) – A candidata dos Partido Ecologista Os Verdes ao Parlamento Europeu, Ana Paula Simões, alertou hoje que as ilhas do Faial e do Pico, nos Açores, têm "poucos vigilantes da natureza" para assegurar a fiscalização de todas as áreas protegidas.

Ana Paula Simões, que hoje reuniu com o núcleo de Vigilantes da Natureza do Faial, frisou que o número de efectivos está "abaixo das necessidades", defendendo a necessidade de um reforço de meios humanos.

A situação é particularmente complicada na ilha do Pico, a segunda maior dos Açores em termos de dimensão, que dispõe apenas um vigilante da natureza para fiscalizar quase 450 quilómetros quadrados, numa ilha que inclui uma zona classificada como Património Mundial da UNESCO.

"Este é um caso gritante", frisou a candidata ecologista, que integra a lista da CDU para o Parlamento Europeu.

O secretário regional do Ambiente, Álamo de Meneses, admitiu recentemente, em declarações à Lusa, o reforço do número de vigilantes da natureza, à medida que forem sendo criados os parques naturais de ilha.

Na altura, Álamo de Menezes apontou o caso da ilha do Pico como uma das situações em que existe carência de efectivos.

O arquipélago dos Açores conta actualmente com 30 vigilantes da natureza, uma carreira criada há nove anos para cuidar das zonas de interesse ambiental.

A candidata do Partido Ecologista Os Verdes esteve segunda-feira no Jardim Botânico do Faial, que reúne uma colecção única de espécies das ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), tendo prevista para hoje à tarde uma visita à Central de Triagem da Horta, construída pela Câmara Municipal e uma das primeiras do arquipélago.

RF.

Lusa/Fim

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Programa da visita da candidata Ana Paula Simões às ilhas do Faial e do Pico

Dia 25 de Maio

14h 40m - Chegada ao Faial

16h 30m – Visita ao Jardim Botânico do Faial

20h – Jantar informal

 

 

Dia 26 de Maio

10h – Visita ao Núcleo de Vigilantes da Natureza do Faial

14h – Visita à Central de Triagem do Faial  (na companhia do Vereador da C.M.H., José Decq Mota)

21h – Encontro com os jovens que integram o colectivo de “Os Verdes” do Pico, no Café/Bar Dark

 

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Candidata de "Os Verdes" ao Parlamento Europeu visitará o Faial e Pico

A candidata Ana Paula Simões, candidata ao Parlamento Europeu pela CDU, visitará o Faial e o Pico no início da próxima semana.
Para já, e ainda sem confirmações oficiais, esperamos que a referida candidata visite, no Faial, o Jardim Botânico, o Núcleo de Vigilantes da Natureza e o Centro de Triagem da ilha do Faial.
No Pico, vamos reunir, mais uma vez, com os jovens "Verdes "do Pico, no dia 26 de Maio, pelas 21h, no bar do costume...

Eleições Europeias

A candidata ao Parlmento Europeu pelo PEV,  Ana Paula Simões, estará no Faial e no Pico nos dias 25 e 26 de Maio. 
Não devemos perder esta oportunidade para expressarmos as nossas preocupações e esperanças EUROPEIAS!

O programa da visita da referida candidata será divulgada em breve.