segunda-feira, 28 de julho de 2014

Governo português cúmplice de crimes contra a humanidade

Intervenção do deputado do PEV, José Luís Ferreira, na discussão dos votos de condenação pelos crimes cometidos por Israel contra o povo Palestiniano e de condenação pela violência cometida na faixa de Gaza: "Estamos perante crimes contra a humanidade que só se continuam a verificar porque a generalidade dos governos continua remetida a um silêncio cúmplice e indiferente ao sofrimento do povo Palestiniano" (25/07/2014).




PSD e CDS rejeitaram no Parlamento os dois votos de condenação pela acção militar de Israel na faixa de Gaza, um deles apresentado em conjunto por PS e BE e outro pelo PCP. Votaram contra os documentos a maioria PSD/CDS e alguns deputados socialistas.



terça-feira, 15 de julho de 2014

Novo holocausto palestiniano

O estado neo-nazi de Israel, com o constante apoio dos seus aliados da NATO, continua com o genocídio da população palestiniana isolada na Faixa de Gaza.

Os ataques aéreos sobre Gaza já provocaram a morte de 172 palestinianos, entre os quais pelo menos 36 crianças e 32 mulheres, e provocaram 1.154 feridos, entre os quais pelo menos 350 menores e 460 mulheres.

Nenhum dos rockets lançados desde a Faixa de Gaza sobre território ocupado por Israel, utilizados agora como desculpa para este novo massacre, provocou vítimas nem feridos. Entretanto a imprensa ocidental fala hipocritamente de “guerra entre o exército israelita e o Hamas” e de “processo de paz”. Como se afinal a culpa do massacre fosse sempre das vítimas.

Aparentemente todos os mortos, incluindo as crianças, eram “terroristas”. Esta parece ser a versão de Israel. E também da União Europa, que continua a vender armas ao estado de Israel. Para a actual Europa os negócios são muito mais importantes que o sangue de centenas de vítimas ou qualquer outro principio moral.

É para relembrar que a Resolução 181, aprovada em 1947 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, estabelece a partilha do território da Palestina em dois Estados, continuando o Estado da Palestina ainda por existir. Desde então Israel tem violado os direitos humanos mais elementares dos palestinianos, aos quais impede propositadamente o acesso ao trabalho, à saúde, à educação, à terra, à água e a um padrão de vida mínimo, estando ainda cercados por um muro já condenado pelo Tribunal Internacional de Justiça e submetidos de forma recorrente a bombardeios aéreos e contínuos massacres.




quarta-feira, 9 de julho de 2014

O conceito de solidariedade social da câmara das Velas

A câmara municipal das Velas, na ilha de São Jorge, entendeu apoiar a realização de uma tourada de praça com 3.500 euros. A troco, exigiu a entrega de 50 bilhetes para a referida tourada, que a câmara decidiu distribuir pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho.

Ora, imaginemos qual seria a surpresa dos representantes das IPSS ao receber estas 50 entradas, no valor de 70 euros cada uma, para assistir a uma tourada. As IPSS são instituições que precisam do máximo de recursos e de apoios públicos para desenvolver as suas acções de ajuda social aos mais desfavorecidos. Mas aquilo que receberam da câmara das Velas, em vez de um apoio logístico ou monetário, foram umas entradas inúteis cujo valor seria suficiente para alimentar talvez 50 famílias carenciadas durante uma semana.

É este o conceito de solidariedade social da equipa municipal das Velas? Dar entradas para uma tourada? Parece que a câmara pretende brincar com as pessoas mais desfavorecidas e com as IPSS do concelho.

Entretanto a tourada lá se realizou enquadrada na XXVII Semana Cultural das Velas, que ficou assim este ano manchada de sangue e de muita incultura. E entretanto, como se pode apreciar nas fotos da mesma tourada orgulhosamente publicadas pela própria câmara, se calhar os 50 representantes das IPSS foram os únicos espectadores presentes.

No entanto, devemos agradecer à câmara que não pagasse os 35.000 euros que foram solicitados oficialmente à câmara pelos organizadores da tourada, uma tal Tertúlia Tauromáquica Jorgense. Para o mundo da tauromaquia açoriana, que afirma não viver dos subsídios públicos, solicitar 35.000 euros a um município das dimensões das Velas não deixa de ser surpreendente. É pena que a câmara, ainda que com uma quantidade mais modesta, alinhasse em financiar este sangrento e anacrónico espectáculo de tortura animal. É pena que para a câmara o conceito de solidariedade social seja trazer para a ilha se São Jorge as actividades aberrantes de uma minoria retrógrada e não apoiar verdadeiramente aos munícipes das Velas que tanto necessitam de ajuda.



Despedimento colectivo do governo!

Intervenção do deputado do PEV, José Luís Ferreira, no debate sobre regulamentação colectiva de trabalho e das cláusulas de contratos de trabalho - Assembleia da República, 27/06/2014.