sábado, 25 de outubro de 2014

Parlamento Europeu rejeita o financiamento às touradas


129 milhões de euros é o que a União Europeia gasta cada ano em subsídios para os criadores de touros de lide e o mundo da tauromaquia, através dos financiamentos da Política Agrícola Comum (PAC).

Num momento de grave crise económica para muitos países europeus, num momento de severo empobrecimento de muitos sectores sociais ou mesmo de condições de extrema miséria para muitas pessoas, a Europa gasta a escandalosa quantidade de 129 milhões de euros em financiar a festa da tortura animal.

O Partido Verde Europeu, na iniciativa do eurodeputado Bas Eickhout, do partido holandês Esquerda Verde (GroenLinks), apresentou esta semana no Parlamento Europeu uma proposta para impedir que as dotações do orçamento europeu possam ser utilizadas para a criação de touros de lide e para o financiamento da tauromaquia.

Na votação, o Parlamento Europeu aprovou por maioria a proposta: 323 eurodeputados votaram a favor, condenando claramente o mundo da tauromaquia, 309 eurodeputados votaram contra a proposta e 58 eurodeputados abstiveram-se.

No entanto, devido aos reduzidos poderes do Parlamento Europeu, para a proposta poder ser finalmente aceite deveria ter sido aprovada pela maioria absoluta dos eurodeputados da câmara (376 votos), pelo que a proposta ficou sem efeito, contrariando o resultado da votação.

Assim, no próximo ano a União Europeia vai voltar a gastar 129 milhões de euros em financiar a tauromaquia e a tortura animal. E isto apesar de que a legislação europeia defende claramente que “os animais não devem ser submetidos a dor, ferimentos, medo ou angústia”.

Apesar também de que o Parlamento Holandês aprovou no passado ano, por unanimidade, uma resolução pedindo igualmente o fim dos subsídios da União Europeia para as touradas.

Apesar também de que as touradas estão proibidas e são consideradas crime em toda Europa e só permitidas legalmente, como uma vergonhosa excepção, em partes de Espanha, França e Portugal.

Apesar também de que a maioria da população destes três países rejeita o financiamento público à tauromaquia.

E apesar também de que a tortura de animais é eticamente condenável e não pode seguir existindo em pleno século XXI.





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