Não há dúvida de que no Afeganistão decorre uma batalha civilizacional. Luta-se contra o extremismo religioso, contra o terrorismo, contra a tortura, contra a pena de morte, contra o genocídio, contra a destruição do património cultural, contra a ameaça nuclear, contra a barbárie...
Com isto estamos a falar, evidentemente, dos Estados Unidos e dos seus aliados da NATO. Todos conhecemos, por exemplo, o fanatismo religioso omnipresente em todas as cerimónias oficiais norte-americanas. Ou a forma como a ciência, concretamente a evolução biológica (ou teoria da evolução), é marginalizada no ensino desse país. Conhecemos também o frequente apoio e participação do governo norte-americano em actos terroristas no estrangeiro. Sabemos da prática legal da tortura em Guantánamo ou nas cadeias iraquianas. E também que a pena de morte é legal mesmo dentro das próprias fronteiras dos Estados Unidos. Sabemos igualmente do apoio incondicional do governo norte-americano ao genocídio sistemático do povo palestiniano. Lembramo-nos de todo o património cultural da humanidade destruído durante o bombardeamento de Iraque. Lembramo-nos também do terrível e desproporcionado arsenal nuclear na posse dos norte-americanos e da NATO… Mas curiosamente há quem não goste, nem queira, lembrar-se de todo isto.Mas também sabemos que, no Afeganistão, o bando contrário não é muito melhor. Se calhar é por isso que os combatentes afegãos eram, até há poucos anos, valiosos aliados da NATO.
Afinal, onde está portanto a batalha civilizacional? A vitória dum dos bandos vai trazer a liberdade aos poucos afegãos sobreviventes desta absurda guerra colonial? Faz sentido que o presidente norte-americano, recente prémio Nobel da Paz, envie agora mais 30.000 soldados para o Afeganistão, isto é, novas hordas assassinas em combate (as própias autoridades norte-americanas reconhecem um alto número de vítimas civis nos seus ataques)? E faz sentido que os governos europeus apoiem esta escalada na violência enviando, também, as suas próprias hordas?
Sem dúvida, nesta guerra não haverá vencedores. Mas há e haverá vítimas: um povo afegão que parece não interessar à comunidade internacional, e ainda muito menos às tropas enviadas a esse país. Ignorantes da realidade do Afeganistão, estas tropas parecem utilizar uma técnica infalível para identificar os inimigos: se depois de lançar uma bomba o afegão morre, fica provado que era um perigoso talibã; se sobrevive, é porque era inocente, mas mesmo assim suspeito.
O presidente norte-americano considera que esta sangrenta ofensiva da NATO no Afeganistão é uma “guerra justa” motivada pelo ataque sofrido há já bastantes anos em Nova Iorque (afinal, supostamente realizado por um antigo aliado saudita).
O certo é que estas declarações colocam a Portugal num grave perigo. E tudo devido ao cão de água de raça portuguesa do presidente norte-americano. Que acontecerá se este cão comete um atentado? Que acontecerá, por exemplo, se o cão morder o presidente? Será que os norte-americanos e a NATO iniciarão uma nova “guerra justa”, invadindo e bombardeando Portugal?
Ou afinal estas declarações do presidente eram só uma simples desculpa, uma desculpa qualquer, para favorecer a poderosa, bárbara e impiedosa indústria militar norte-americana no seu grande negócio a decorrer no Afeganistão?
1 comentário:
DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...
"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado
O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA
No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.
O CRIME DE LESA HUMANIDADE
O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.
A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS
Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos
A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO
A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.
AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5
A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;
A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA
A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.
QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA
A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?
A COMISSÃO DA VERDADE
A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.
Paz e Solidariedade,
Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
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