sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Insolência climática

Os quatro activistas da Greenpeace detidos durante a cimeira de Copenhaga foram finalmente libertados depois de passar 21 dias em prisão preventiva.

Os activistas, o espanhol Juan López de Uralde (director da organização em Espanha), o suíço Christian Schmutz, a norueguesa Nora Christiansen e o holandês Joris Thijssen foram detidos no dia 17 de Dezembro por entrar num jantar oferecido pela rainha da Dinamarca aos chefes de estado mundiais. O seu protesto, completamente pacífico, consistiu em abrir uns cartazes que diziam “os políticos falam, os líderes actuam”.

Detidos imediatamente pela polícia, os activistas foram enviados à prisão de Vestre Fængsel e mantidos num regime de isolamento. Passaram as primeiras 24 horas num quarto só com um colchão, uma luz permanentemente acesa e uma câmara de vigilância. Depois permaneceram o resto do tempo isolados en celas, sempre “humilhados e tratados como cães”. A única visita, permitida só recentemente, teve lugar com a presença contínua da polícia e no meio dum tratamento humilhante. Os activistas, já em liberdade, ficaram agora à espera de julgamento.

A Greenpeace considera a prisão dos quatro activistas como “um atentado contra os direitos humanos e um acto desproporcionado, injusto e desnecessário". Também consideram a acção dos quatro detidos como “um acto de moralidade diante da imoralidade dos líderes mundiais”.

Fecha assim, com mais um capítulo de ouro para a história, a Conferência do Clima...

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