terça-feira, 23 de junho de 2009

Ministro do Ambiente ou Ministro Contra o Ambiente?

“O ambiente não pode – não deve – parar o país”.
Francisco Nunes Correia
Ministro do Ambiente

Bravo, senhor ministro! Toda a gente concorda plenamente consigo. E ainda mais, também concorda com as ideias dos seus colegas dos outros ministérios. Sim, toda a gente também acha que os doentes não podem – não devem – parar o sistema nacional de saúde, que os trabalhadores não podem – não devem – parar a economia, que os alunos não podem – não devem – parar o sistema de ensino, que os agricultores não podem – não devem – parar a agricultura, que os injustiçados não podem – não devem – parar o sistema de justiça… Enfim, toda a gente acha que as pessoas, que os portugueses, não podem – não devem – parar Portugal.

Infelizmente, governantes ineptos e ignorantes conseguem pará-lo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Diversão à bruta, lá na aldeia.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande, em São Miguel, vai organizar pela primeira vez uma “Tourada à Corda de S. Pedro”, integrada dentro das festas do concelho de 2009.

Confrontamo-nos com duas hipóteses: ou a brutalidade e a tacanhez são uma doença contagiosa, ou existem escuros interesses a promovê-las (ou então, é claro, as duas hipóteses ao mesmo tempo).

- Caso se trate de uma doença contagiosa, é muito preocupante. Há poucas semanas, no dia 25 de Maio, realizou-se, pela segunda vez, uma tourada à corda nas instalações da Associação Agrícola de São Miguel, na Ribeira Grande. E agora é a própria Câmara Municipal a cair nesta mesma doença. O vírus, portanto, parece expandir-se a uma velocidade alarmante!

- Caso se trate de interesses económicos, devíamos perguntar-nos por que é que os organizadores de touradas da Terceira estão tão empenhados no apoio desta tourada. Ou por que razão tentaram legalizar a “sorte de varas”, felizmente sem sucesso.

Seja por doença ou por dinheiro, a Câmara Municipal da Ribeira Grande vai oferecer uma imagem lamentável e degradante da cidade e dos seus munícipes. É triste que, quando se trata de arranjar uma diversão para o povo, se pense numa actividade que consiste, nem mais nem menos, em maltratar animais. É essa a ideia do povo que tem a Câmara Municipal? São esses os valores culturais que quer potenciar? E ainda por cima, o que se faz é importar uma diversão aberrante ainda praticada noutra ilha.

É pena que uma tradição, essa sim autêntica e cultural, como são as Cavalhadas de São Pedro seja agora ensombrada pelo degradante espectáculo duma tourada. O símbolo das festas do concelho –o cavalo nobre, ricamente enfeitado– será agora substituído por um outro símbolo: o touro enraivecido, acossado e maltratado. De certeza que a grande maioria dos munícipes vai sentir-se orgulhosa de ver esta mudança nas suas festas, viradas agora para a agressão e desrespeito pelos animais. Isto é, vão sentir-se orgulhosos de ter uma boa festa à bruta!

Se se quer encher o programa das festas com novos eventos, basta um pouco de imaginação, bom gosto e… civilização. Neste sentido, a recente criação da Feira Quinhentista foi uma iniciativa brilhante e digna de louvor. Mas, sabe-se lá por quê, a Câmara Municipal resolveu agora recuar ainda mais no tempo e recriar uma época muito anterior: o Paleolítico. E como já não há mamutes para matar, tocou aos touros a sorte grande de ser as novas vítimas da crueldade humana.

Caro turista, visite as festas da Ribeira Grande e admire a brutalidade e a tacanhez das suas gentes. Participe connosco nos maus tratos aos animais e divirta-se à bruta. É esta a mensagem da Câmara Municipal, e dos seus amigos terceirenses, para estas festas.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca





Quarta-feira, dia 17 de Junho, comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca. Este dia deve ser dedicado a uma séria reflexão sobre o futuro do nosso planeta.
As principais causas da desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água, especialmente em actividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planejada e no desmatamento indiscriminado.
Os Açores apesar de serem um paraíso verde, não estão a salvo do risco de desertificação e da seca, sobretudo em ilhas como Santa Maria.
Santa Maria está, por exemplo, a atravessar uma seca importante, como não se via há anos! A água vai faltar nas torneiras e prova disso é já a má qualidade da água nalgumas zonas e a urgência com que a edilidade pôs em marcha um plano de captação de água em novos furos. As pastagens estão secas e não há alimento suficiente para os animais, prova disso foi a venda apressada de gado vivo, antes que este perdesse valor comercial, devido ao emagrecimento.
Santa Maria é uma ilha que merece destaque neste dia, porque corre riscos, riscos graves, de se desertificar, de se mortificar. Temos é de agir, não só hoje mas sempre: contra o uso intensivo dos solos, contra o desmatamento e desflorestação, contra a construção de campos de golfe, contra um turismo mal sustentado!

Antes que seja tarde, mudemos de atitude, pelo nosso planeta!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Os Açores no programa Biosfera.

O programa Biosfera, da RTP, emitido o dia 10 de Junho foi dedicado à biodiversidade e à riqueza natural dos Açores.

O programa pode ser visto no sítio da RTP (http://www.rtp.pt). Aceder através de: TV > TV on line > Programas de Informação > Biosfera > 2009.06.10

O milho transgénico.

Pode ver-se um documentário interessante, em espanhol, sobre milho transgénico em:

http://vimeo.com/5017506

As plantações de milho transgénico em Espanha produzem contaminação genética nas plantações vizinhas. As colheitas de milho da agricultura convencional (ou química) ficam contaminadas pelos transgénicos, obrigando os agricultores a vender o seu milho como “milho transgénico”. A mesma coisa acontece com os agricultores que apostam na agricultura biológica, o modelo de agricultura sustentável. Estes últimos perdem todo o investimento realizado. E ainda perdem a possibilidade de manter, sem contaminação, as sementes das variedades tradicionais, património histórico da agricultura.

As culturas transgénicas são uma ameaça para o ambiente, para a saúde humana e, ainda por cima, para a própria agricultura!

Que bom é ser… rico!

Se por uma caprichosa vontade quisessemos alguma vez ganhar dinheiro teríamos, pelo menos, duas opções:

1- Uma seria comprar 105.378 acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), sociedade que detinha o Banco Português de Negócios (BPN). Foi o que fez em 2001 o actual Presidente da República, que comprou este número exacto de acções e as vendeu dois anos depois ganhando 147.500 euros. Ganhou assim 73.750 euros por ano por estar sentado tranquilamente na sua casinha, sem fazer nada.

2- Outra seria trabalhar duramente 40 horas por semana cobrando o salário mínimo. Considerando que o salário mínimo (que atinge 225.000 portugueses) é de 450 euros por mês, ganharíamos com sorte 6.300 euros num ano. Seriam necessários mais de 11 anos de duro trabalho para ganhar os mesmos 73.750 euros.

A conclusão é evidente. O que a economia portuguesa precisa é de pessoas ricas que fiquem sentadas na sua casa. Não precisa de pessoas que trabalhem duramente e que, ainda por cima, demoram mais de 11 anos em produzir o mesmo que as primeiras num só ano. As primeiras, essas sim que produzem riqueza!